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| Foto de: Reprodução/Divulgação |
Por Lucas Heckler
Criciúma (SC)
“Sou carvoeiro sim senhor, do Sul eu sou, daria a vida só para te ver campeão”. É com um trecho da música Sou Carvoeiro, que inicia o filme “Eu Acredito”, que conta a história do acesso do Criciúma Esporte Clube à Série A do Campeonato Brasileiro - após oito anos -, conquistado em 2012. O filme foi oficialmente lançado nesse sábado, dia 31, no canal Premiere 24 horas. “Foi como ter ganhado uma Copa do Mundo. Ver a cidade, ver muitos torcedores chorando, é algo que vai ser inesquecível”, definiu o atacante e principal artilheiro do Criciúma na temporada passada, Zé Carlos. “Fomos do inferno aos céus”, acrescentou o diretor comercial e de marketing, Cláudio Gomes.
Em 2012, o Criciúma conquistou algo que parecia impossível em 2009, quando quase sofreu o descenso à Série D, que era o retorno à elite do futebol nacional. Ainda na Série B, o Tricolor Predestinado conquistou algo inusitado, que foi a permanência no G4 (zona de acesso à Série A) durante as 38 rodadas da competição. Com a duração de quase 18 minutos, o documentário contou com a participação de algumas das principais peças para o acesso. Entre os atletas, estiveram, além de Zé Carlos, o zagueiro Matheus Ferraz (foi o atleta que mais atuou: 37 das 38 partidas), o lateral esquerdo Marlon, o meia Kléber e o atacante Lucca. Da comissão técnica integraram o técnico Paulo Comelli, o auxiliar técnico Silvio Criciúma e o preparador físico Márcio Corrêa. Já da direção houve a participação do presidente Antenor Angeloni, do gerente de futebol Rodrigo Pastana, do diretor de futebol Valdeci Rampinelli e do diretor jurídico Albert Zilli dos Santos, além de Cláudio Gomes.
A principal marca do time na campanha vitoriosa foi a vontade de vencer. Inclusive, conquistando alguns resultados “impossíveis”, com viradas, ou conquista de empate, nos acréscimos. O primeiro dos resultados impossíveis foi conquistado no estádio Heriberto Hülse, diante do Ipatinga. A partida estava se encaminhando para o empate em 1 a 1 quando aos 40 minutos do segundo tempo a equipe mineira passou na frente do marcador. Foi então, que surgiu a reação tricolor. Aos 45, o meia André Gava igualou a contagem, enquanto Zé Carlos, aos 49, decretou a vitória tricolor.
Depois, um empate no nordeste brasileiro, com o ABC. A derrota para a equipe potiguar parecia inevitável, foi quando, aos 46 minutos, do segundo tempo, brilhou a estrela do artilheiro tricolor que assinalou o gol de empate. Depois, no ABC Paulista, contra o São Caetano, o gol do empate em 1 a 1 foi anotado por Matheus Ferraz, aos 47 do segundo tempo. Esta partida, inclusive, interferiu no acesso do time de São Paulo. Se tivesse conseguido derrotar o Criciúma, o São Caetano teria conquistando o acesso, terminando a competição na segunda posição.
A principal virada, para muitos – incluindo o técnico Paulo Comelli, aconteceu no Heriberto Hülse, contra o América de Natal. O Criciúma saiu na frente, logo no início da partida, com gol do meia Giovanni Augusto. Este foi o único gol da etapa inicial. Mas, no segundo tempo, aos 14, 28 e 32 minutos, Pingo marcou, colocando o América na frente. Novamente, a determinação tricolor foi superior. Aos 40, o atacante Gilmar descontou. Dois minutos mais tarde, Lucca empatou. Aos 45, Zé Carlos foi expulso. Mas, aos 47, Gilmar voltou a marcar e virou a partida para o delírio da torcida. Nesta lista de jogos inesquecíveis na Série B, ainda teve uma vitória por 2 a 1 sobre o Ceará em Criciúma. O empate em 1 a 1 persistiu até aos 49 minutos da etapa final, quando Zé Carlos fez o gol de mais uma vitória.
“A sorte acompanha a competência e tivemos esses momentos dentro do campeonato”, enfatizou Silvio Criciúma. “Tinha jogos que vínhamos de uma adversidade muito grande e que no final da partida a gente conseguia virar os jogos na vontade, na raça. Víamos que as coisas não estavam dando muito certo, a gente ia na vontade, na determinação e graças a Deus a gente conseguiu virar esses jogos que nos ajudou muito”, complementou Lucca.
A campanha vitoriosa do Criciúma foi composta por 22 vitórias, sete empates e nove derrotas, com 78 gols marcados (melhor ataque da competição) e 57 sofridos, culminando com o vice-campeonato, atrás apenas do Goiás. Além de ter sido o único time que permaneceu todas as rodadas no G-4, o Criciúma foi o clube que permaneceu mais tempo na primeira posição, ficando à frente dos 19 adversários em 15 rodadas. Em relação a torcida, com média de 10.290, o Tigre foi o terceiro que mais atraiu torcedores aos estádios, atrás somente de Vitória (16.192) e Goiás (14.185).

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